terça-feira, 12 de julho de 2011

O cotidiano dos clientes


Qualquer designer, seja ele com uma extensa carreira ou recém-formado, sabe que não se elabora um projeto pra si, temos que agradar sempre os outros, atender sempre as necessidades dos outros e superar as espectativas depositadas em nós. Pra isso, são várias as possibilidades de passar por essa fase de uma forma tranquila, sem ter que viver a vida de ninguém pra saber o que ele realmente precisa, e entre esses, o BRIEFING é a melhor solução. É simplesmente uma espécie de resumo, contando o cotidiano do cliente, o que ele faz, o que ele gosta, sobre a família, sobre o trabalho, amigos e hobbies. Pra fazer um briefing eu não preciso "espionar", não preciso passar o dia com o cliente, como aprendemos teoricamente na faculdade, basta uma conversa, uma conversa ATENTA, sem deixar escapar nada, pois todo detalhe é muito importante, e é com esse feeling que percebemos o que o cliente pode ou não gostar. Não se trata de uma medida definitiva, pois dificilmente um projeto sai exatamente igual à primeira idéia apresentada. É apenas uma medida inicial, para tomarmos um norte de como seguirmos com o projeto, por onde começar, o que fazer, e em cima disso elaborar um bom conceito e partido, que pode ser adotado também como a "temática" do projeto, que vai facilitar a escolha de materiais, mobiliário, ergonomia do espaço, dentre outros pontos fundamentais do projeto. Um briefing não te limita, ele não determina o que se pode ou não fazer, ele só te dá um rumo. A capacidade de persuasão é que vai te fazer entrar fundo no interese real do cliente, e assim, transformá-lo em mais contrato fechado e mais um cliente satisfeito.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Design Contemporâneo








Particularmente, não existe nada mais medíocre do que o óbvio. Mas, não podemos descartar as várias possibilidades existentes dentro desse mundo maravilhosos, que é o design, já que a flexibilidade é um pré-requisito para seguir na profissão. Mas se pararmos para pensar, é muito mais interessante instigar a vontade de entender, de conhecer, do que mostrar as respostas. Não tem perspectiva, não tem mistério algum, não tem encanto. É simplesmente aquilo e pronto. É onde entra o contemporâneo. É nessa hora que essa vertente se opõe à toda objetividade que nos cerca. Fazer com que alguém leia onde não existem palavras. Porém, o contemporâneo está além do moderno, e o conceito que temos de moderno hoje, é a própria praticidade, o objetivismo, o "clean". É possível isso? Sim, é possível. Tão possível que existem as temáticas projetuais, tão possível que existe o "emotion design", tão possível que existe a possibilidade de tocar os sentimentos das pessoas na hora em que ela entra na sala de casa, ou no quarto. Não confundamos nunca o contemporâneo com o High-Tec, pois está mais ligado à sensações, sentimentos e perspicácia do que à tecnologia. Ouvir, olhar, sentir...tudo está interligado em uma enorme cadeia de uma simples interpretação, que varia a cada olhar. Um mesmo ponto que pode instigar várias leituras em diferentes pontos de vista.